Dança e democracia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp65-75

Palavras-chave:

Democracia, Arte, Mercado, Artístico

Resumo

Que tipo de ligação é essa entre a arte e a democracia? Ao longo do artigo são enunciados aspectos que tentam elucidar modos de ligações entre a arte e democracia. Sabendo que o próprio termo, democracia, deve ser pensado na sua origem e nas suas formalizações na arte ao longo dos tempos, o desafio na contemporaneidade é desmontar sistemas onde a democracia é mascarada. Tudo que envolva a lógica de mercado onde a arte se encontra, traduz sistemas de consensos que, como Rancière faz notar, suprime a política sendo que política para o filósofo é dissenso. Dissenso ou desvio fundamental que merece também ser analisado enquanto oposição ao consenso na arte e à arte enquanto objeto de mercado. O artístico, tal como o político ou o estético, torna-se no objeto necessário para pensar a arte através da arte, ou seja, de forma independente do estado em que esta se encontra.

Biografia Autor

Maria Manuela Oliveira Barros, Instituto de Filosofia da U.P./ESAP/Balleteatro

Né Barros é coreógrafa e investigadora, ao longo da sua carreira tem desenvolvido em interseção o seu trabalho artístico com seus estudos académicos e pesquisas. É doutorada em Dança (FMH, UTL), Master of Arts in Dance Studies no Laban Centre (City University, Londres) e investigadora no Instituto de Filosofia no Grupo de Estética, Política e Conhecimento (UP), onde realizou um pós-doutoramento. Iniciou a sua formação em dança clássica e, mais tarde, trabalhou dança contemporânea e composição coreográfica nos Estados Unidos, no Smith College. Estudou teatro (Esap). Como coreógrafa, tem colaborado com diversos artistas plásticos, fotógrafos, músicos, realizadores, encenadores, artistas multimédia. Além do Balleteatro, estrutura que dirige e fundou, trabalhou com a Companhia Nacional de Bailado (premiada como Melhor Coreografia), com o Ballet Gulbenkian e com a Aura Dance Company. Publicou vários artigos e é autora dos livros Performances e Pós-FenomenologiaDa Materialidade na DançaDança: corpo e casa, e editor de Performances no ContemporâneoDeslocações da IntimidadeArtes Performativas: Novos DiscursosDas Imagens FamiliaresStory Case print  (2009) e Metamorfoses do Sentir. É co-diretora das coleções Estética, Política e Arte e Máquinas de Guerra, publicadas pela FLUP. É professora na ESAP e convidada em diversas instituições. Co-fundadora do Balleteatro e diretora artística do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória, Etnografia.

Referências

Barros, Né. 2009. Da Materialidade na Dança. Porto: Centro de Estudos Arnaldo Araújo.

Misler, Nicoletta. 1999. In Principio Era Il Corpo…: L’Arte Del Movimento a Mosca Negli Anni ‘20. Catalogo Della Mostra Tenuta a Roma Nel 1999. Milano: Electa.

Perniola, Mario. 2000. “Il Fascino Discreto Delle Merci.” Ágalma: Rivista Di Studi Culturali e Di Estetica 1.

_________. 2012. “Presa Direta. Estetica e Politica. Da Nietzsche a Breivik.” Ágalma: Rivista Di Studi Culturali e Di Estetica 24.

Rancière, Jacques. 2010. Dissensus: On Politics and Aesthetics. Edited and Translated by Steven Corcoran. New York: Continuum International Publishing Group.

Serres, Michel. 1985. “Il Balletto d’Alba.” Alfabeta 78.

Downloads

Publicado

2022-07-25

Como Citar

Oliveira Barros, M. M. (2022). Dança e democracia. RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro, 1(1), 65–75. https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp65-75

Edição

Secção

Artigos