https://journals.ipl.pt/rhinocervs/issue/feed RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro 2022-07-25T15:49:55+01:00 Paulo Morais-Alexandre ceditorial.rhinocervs@sp.ipl.pt Open Journal Systems <p>A <strong><em>RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro</em></strong> (ISSN 2795-577X, e-ISSN 2795-5788) é uma revista de divulgação científica e artística, semestral, editada em português, inglês, francês ou espanhol, com revisão por pares, dedicada às artes performativas e cinema editada pelo Politécnico de Lisboa. Visa a publicação de estudos relativos às várias áreas, nomeadamente dança, música, teatro e cinema, não só sob o ponto de vista da performance, mas também da composição e escrita dramática e cinematográfica, sob os mais variados pontos de vista, do estético, histórico, filosófico, técnico, pedagógico-didático, reflexivo sobre a produção artística, bem como relativamente às relações entre diferentes formas artísticas e artes intermediais.</p> https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/458 Ex vadere, caminhar fora 2022-03-31T11:23:44+01:00 João Maria Mendes joaom.mendes@sapo.pt <p>A minha geração tem uma relação contraditória com a ideia de evasão.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/519 Porquê e para quê: RHINOCERVS - Cinema, Dança, Música, Teatro 2022-07-25T11:44:17+01:00 João Vaz jvaz@esml.ipl.pt Madalena Xavier msilva@esd.ipl.pt Marta Cordeiro mcordeiro@estc.ipl.pt Marta Mendes mmendes@estc.ipl.pt Paulo Morais pmorais@estc.ipl.pt <p>A revista científica <em>RHINOCERVS - Cinema, Dança, Música, Teatro</em> é uma publicação científica do Politécnico de Lisboa e das suas Escolas das Artes: Escola Superior de Dança, Escola Superior de Música de Lisboa e Escola Superior de Teatro e Cinema.</p> <p>Pretende ser um fórum para todos quantos queiram publicar e divulgar as suas investigações, percorrendo as temáticas da performance, composição, criação, design de cena, escrita dramática e cinematográfica, dos pontos de vista estético, histórico, filosófico, técnico, pedagógico-didático ou reflexivo, bem como as diferentes relações entre as formas artísticas e as artes intermediais.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/470 Serenatas e Serenins: prática musical e encenação do poder régio no Palácio da Ajuda em finais do século XVIII, segundo o testemunho de um viajante francês 2022-05-04T15:20:31+01:00 Inês Thomas Almeida inesthomas@fcsh.unl.pt <p>A música nas cerimónias de corte está frequentemente associada a representações de poder, sublinhando ou atenuando determinados aspectos que nos ajudam a compreender, para além das questões puramente musicais, também a acção política no seu todo. Neste artigo, é examinada a prática musical no Palácio da Ajuda no final do século XVIII, durante o reinado de D. Maria I, tendo por base o testemunho do diplomata francês Marc Antoine Marie, Marquês de Bombelles. Enquadra-se historicamente a construção do Palácio da Ajuda e a remodelação da Sala dos Serenins, abordando alguns dos seus traços decorativos característicos. De seguida, discute-se a questão da localização e utilização dos dois espaços do Palácio destinados à música. Examina-se a prática musical nesses espaços, com especial atenção à localização dos instrumentistas e demais intervenientes e, por fim, relaciona-se as apresentações musicais assim retratadas com a estratégia de representação política de D. Maria I, sugerindo-se algumas conclusões.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/459 O teatro e a cidade 2022-04-05T20:03:37+01:00 David Antunes nevesnanet@gmail.com <p>A relação entre as ideias de cidade e cidadania e teatro constitui um dos tópicos mais convocados para legitimar a importância do teatro e o objeto fundamental da sua prática. Neste texto, procuro perceber algumas das causas e consequências desta assunção e debato a sua consistência e sentido.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/457 Para um estado da arte do cinema português contemporâneo: contextos, ficções e ensaios 2022-03-30T20:01:01+01:00 Mónica Baptista monica.santana.baptista@gmail.com <p>O presente artigo pretende fazer uma retrospectiva sobre o Cinema Português do início do século XXI, tendo como base a análise de três primeiras-obras com diferentes abordagens temáticas e estilísticas: “Alice”, “Farpões Baldios” e “A Metamorfose dos Pássaros”. Procura-se assim esboçar algumas conclusões sobre o que poderia ser um estado da arte da cinematografia nacional, abordando conceitos como o de introspecção, crença, imaginário, herói colectivo e referente social.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/463 Dança e democracia 2022-04-13T16:13:20+01:00 Maria Manuela Oliveira Barros nebarros@gmail.com <p>Que tipo de ligação é essa entre a arte e a democracia? Ao longo do artigo são enunciados aspectos que tentam elucidar modos de ligações entre a arte e democracia. Sabendo que o próprio termo, democracia, deve ser pensado na sua origem e nas suas formalizações na arte ao longo dos tempos, o desafio na contemporaneidade é desmontar sistemas onde a democracia é mascarada. Tudo que envolva a lógica de mercado onde a arte se encontra, traduz sistemas de consensos que, como Rancière faz notar, suprime a <em>política </em>sendo que política para o filósofo é <em>dissenso</em>. Dissenso ou desvio fundamental que merece também ser analisado enquanto oposição ao consenso na arte e à arte enquanto objeto de mercado. O <em>artístico</em>, tal como o <em>político</em> ou o <em>estético</em>, torna-se no objeto necessário para pensar a arte através da arte, ou seja, de forma independente do estado em que esta se encontra.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/460 A voz como lugar de encontro e inclusão nas artes performativas 2022-04-07T17:24:04+01:00 Sara Belo sarajbelo@gmail.com <p>Neste artigo é abordado o carácter único e relacional da voz, trazido por Adriana Cavarero, mas também o poder inclusivo e feminista da pesquisa vocal em contraponto a uma abordagem logocentrica e melocentrica que, maioritariamente é dada à vocalidade. Como uma "sobra" ou um excesso decorrente de um discurso, a voz é ignorada teoricamente e até artisticamente, mesmo por autores mais disruptivos como Judith Butler. No entanto, criadores/vocalistas/pensadores como Cathy Berberian, Antonin Artaud, Meredith Monk, Fatima Miranda, Roy Hart, Diamanda Galàs, Laurie Anderson dão-nos pistas inspiradoras de como a voz pode romper os paradigmas instituídos.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/473 Manuel de Sá Couto, o “Lagoncinha” (1768-1837), expoente da organaria histórica portuguesa 2022-05-15T16:53:59+01:00 Marco Brescia marcobrescia@fcsh.unl.pt <p>O órgão histórico de tipo português foi definido na viragem do século XVIII para o XIX através da atividade exercida na região de Lisboa pelos mestres organeiros António Xavier Machado e Cerveira (1756-1828) e Joaquim António Peres Fontanes (1750-1818). No norte do país, este modelo orgânico foi ampla e contemporaneamente implementado pelo mestre organeiro Manuel de Sá Couto (1768-1737), formado na escola organeira emanada da oficina vimaranense do mestre galego Francisco Antonio de Solla Filgueira (1731-1794). Pese embora o “Lagoncinha” – alcunha pela qual Sá Couto também ficou conhecido – tenha realizado uma síntese pessoal entre tradição ibérica e portuguesa, manifesta na elevada qualidade técnica e artística das várias dezenas de órgãos que construiu ainda preservados, a sua relevância no contexto da organaria portuguesa oitocentista ainda não foi devidamente legitimada pela historiografia do órgão em Portugal. É precisamente este reconhecimento que o presente artigo vem reivindicar.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/468 A lição de Platão sobre género: androginia como busca da totalidade em Hedwig and the Angry Inch (2001) 2022-05-02T21:42:30+01:00 Fátima Chinita chinita.fatima@gmail.com <p>Ao adaptar ao cinema o seu musical off-Broadway <em>Hedwig and the Angry Inch, </em>John Cameron Mitchell vitalizou o mito do Andrógino. Este filme, de título homónimo, é uma proeza cinematográfica pois evidencia o tópico principal na própria temática da obra numa abordagem popular contrária aos pergaminhos das principais fontes canónicas: o mito bíblico da Criação e o relato mitológico que Platão inscreveu em <em>O Banquete</em>. A protagonista transgénero, Hedwig, é uma cisão humana que busca uma totalidade simbólica através da música. O mito platónico da criação tem, pois, por correlato artístico a variante do <em>glam rock. </em>A arte musical é aqui equiparada à criação e Hedwig, como artista andrógina, é dotada dos dois princípios psíquicos (feminino e masculino), representando o cerne da dualidade artística. Este filme não é uma obra sobre a criação em geral, mas sim um filme sobre o mito do autor e a sua natureza intrínseca.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/456 Para uma nova cinefilia: o filme-museu como cartografia do real 2022-03-30T01:05:03+01:00 Pedro Florêncio pedroflorencio17@hotmail.com <p>Neste texto, abordar-se-ão dimensões de produção do que denominámos filmes-museu, justificando a necessidade da sua existência para proveito e fruição de um novo tipo de espectador. Numa época de omnipresença telemática, a desconsideração da temporalidade e da espacialidade provocam uma reversão da interioridade, uma perda da experiência de aprofundamento dos filmes por parte dos seus fruidores. Os filmes-museu geram efeitos de monumentalidade, conseguem transformar um intervalo de tempo num acontecimento, convocam o espectador, capacitando-o como co-produtor de sentido, tornando-o activo. É assim que um cinema de cartografia do real possibilita a desmontagem e remontagem por parte do espectador, a caminho de uma nova cinefilia. Como ilustração deste fenómeno mais amplo, convocar-se-á o filme <em>No Quarto da Vanda</em>, de Pedro Costa.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/461 Teatro cósmico: o estado em movimento do Teatro 2022-04-10T21:14:51+01:00 José Maria Vieira Mendes joseantunes@campus.ul.pt <p>O termo “teatro” tem vindo a perder alguma preponderância, optando muitas artistas e também a academia, por nomes como “artes performativas” ou “artes cénicas” ou “artes vivas”. Esta busca de uma maior abrangência com a alteração de nomenclatura segue uma tendência com raízes antigas, mas que hoje se apresenta mais confiante. Ao teatro do início do sec. XX como lugar da confluência de diferentes disciplinas e artes, responde a possibilidade de hoje encontrarmos nas salas de espetáculo objetos que, não só abraçaram essa pluralidade, como se distanciaram de uma essência que os irmanava. Usando vocabulário e pensamento extraído do campo da arte contemporânea, este ensaio procura descrições mais capazes de abarcar a pluralidade de certos espetáculos de teatro e artes performativas, partindo do princípio de que se, por um lado, as categorias são formas obsoletas e conservadoras para deles falar, também são elas que permitem o seu reconhecimento social.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/454 O objeto está presente 2022-02-28T20:35:20+00:00 Maria Rocha mariarocha@esmae.ipp.pt <p>Exploro neste artigo a questão da utilização do vestuário, <em>per se</em>, no pressuposto da ausência do corpo. Um objeto — o vestuário — no rescaldo de uma personagem social ou de um espetáculo. Um objeto artístico, agora, parte de uma outra encenação que o apresenta e protagoniza, como se fosse uma espécie de personagem transversal que, a partir do Teatro e da Moda, opera na esfera da Arte Contemporânea.</p> <p>Para sustentar o deslocamento objetual do figurino, ao propor a designação de metafigurino, parto das palavras-chave enunciadas, esperando contribuir para amplificar o debate, na medida em que se aborda a possibilidade de uma perspetiva relacional entre o objeto e o campo de forças que, normalmente, envolve uma relação física e emocional entre seres humanos.</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/462 A performatividade do traje: um ensaio a partir do Afoxé filhos de Gandhy 2022-04-13T18:58:30+01:00 Fausto Viana faustoviana@uol.com.br <p>Este ensaio trata da performatividade do traje e surge a partir de uma reflexão iniciada na edição de 2020 do Critical Costume, encontro internacional sobre traje de cena. Questiono se a performatividade do traje não começa antes mesmo de ele ser criado, por meio de valores materiais e imateriais, com base em reflexões propostas por Ligiéro (2011) e Viana e Bassi (2014). O estudo de caso a ser analisado é o do bloco Afoxé Filhos de Gandhy, de Salvador, Bahia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> 2022-07-25T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro