RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs <p>A <strong><em>RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro</em></strong> (ISSN 2795-577X, e-ISSN 2795-5788) é uma revista de divulgação científica e artística, semestral, editada em português, inglês, francês ou espanhol, com revisão por pares, dedicada às artes performativas e cinema editada pelo Politécnico de Lisboa. Visa a publicação de estudos relativos às várias áreas, nomeadamente dança, música, teatro e cinema, não só sob o ponto de vista da performance, mas também da composição e escrita dramática e cinematográfica, sob os mais variados pontos de vista, do estético, histórico, filosófico, técnico, pedagógico-didático, reflexivo sobre a produção artística, bem como relativamente às relações entre diferentes formas artísticas e artes intermediais.</p> Instituto Politécnico de Lisboa pt-PT RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro 2795-577X <p>Os artigos da revista <em>RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro</em> estão licenciados conforme a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/"><em>Creative Commons Attribution License</em></a> <span class="cc-license-identifier">(CC BY-NC 4.0</span>). Os autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito da primeira publicação. 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Neste artigo, é examinada a prática musical no Palácio da Ajuda no final do século XVIII, durante o reinado de D. Maria I, tendo por base o testemunho do diplomata francês Marc Antoine Marie, Marquês de Bombelles. Enquadra-se historicamente a construção do Palácio da Ajuda e a remodelação da Sala dos Serenins, abordando alguns dos seus traços decorativos característicos. De seguida, discute-se a questão da localização e utilização dos dois espaços do Palácio destinados à música. Examina-se a prática musical nesses espaços, com especial atenção à localização dos instrumentistas e demais intervenientes e, por fim, relaciona-se as apresentações musicais assim retratadas com a estratégia de representação política de D. Maria I, sugerindo-se algumas conclusões.</p> Inês Thomas Almeida Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 9 33 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp9-33 O teatro e a cidade https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/459 <p>A relação entre as ideias de cidade e cidadania e teatro constitui um dos tópicos mais convocados para legitimar a importância do teatro e o objeto fundamental da sua prática. Neste texto, procuro perceber algumas das causas e consequências desta assunção e debato a sua consistência e sentido.</p> David Antunes Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 34 44 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp34-44 Para um estado da arte do cinema português contemporâneo: contextos, ficções e ensaios https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/457 <p>O presente artigo pretende fazer uma retrospectiva sobre o Cinema Português do início do século XXI, tendo como base a análise de três primeiras-obras com diferentes abordagens temáticas e estilísticas: “Alice”, “Farpões Baldios” e “A Metamorfose dos Pássaros”. Procura-se assim esboçar algumas conclusões sobre o que poderia ser um estado da arte da cinematografia nacional, abordando conceitos como o de introspecção, crença, imaginário, herói colectivo e referente social.</p> Mónica Baptista Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 45 64 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp45-64 Dança e democracia https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/463 <p>Que tipo de ligação é essa entre a arte e a democracia? Ao longo do artigo são enunciados aspectos que tentam elucidar modos de ligações entre a arte e democracia. Sabendo que o próprio termo, democracia, deve ser pensado na sua origem e nas suas formalizações na arte ao longo dos tempos, o desafio na contemporaneidade é desmontar sistemas onde a democracia é mascarada. Tudo que envolva a lógica de mercado onde a arte se encontra, traduz sistemas de consensos que, como Rancière faz notar, suprime a <em>política </em>sendo que política para o filósofo é <em>dissenso</em>. Dissenso ou desvio fundamental que merece também ser analisado enquanto oposição ao consenso na arte e à arte enquanto objeto de mercado. O <em>artístico</em>, tal como o <em>político</em> ou o <em>estético</em>, torna-se no objeto necessário para pensar a arte através da arte, ou seja, de forma independente do estado em que esta se encontra.</p> Maria Manuela Oliveira Barros Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 65 75 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp65-75 A voz como lugar de encontro e inclusão nas artes performativas https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/460 <p>Neste artigo é abordado o carácter único e relacional da voz, trazido por Adriana Cavarero, mas também o poder inclusivo e feminista da pesquisa vocal em contraponto a uma abordagem logocentrica e melocentrica que, maioritariamente é dada à vocalidade. Como uma "sobra" ou um excesso decorrente de um discurso, a voz é ignorada teoricamente e até artisticamente, mesmo por autores mais disruptivos como Judith Butler. No entanto, criadores/vocalistas/pensadores como Cathy Berberian, Antonin Artaud, Meredith Monk, Fatima Miranda, Roy Hart, Diamanda Galàs, Laurie Anderson dão-nos pistas inspiradoras de como a voz pode romper os paradigmas instituídos.</p> Sara Belo Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 76 86 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp76-86 Manuel de Sá Couto, o “Lagoncinha” (1768-1837), expoente da organaria histórica portuguesa https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/473 <p>O órgão histórico de tipo português foi definido na viragem do século XVIII para o XIX através da atividade exercida na região de Lisboa pelos mestres organeiros António Xavier Machado e Cerveira (1756-1828) e Joaquim António Peres Fontanes (1750-1818). No norte do país, este modelo orgânico foi ampla e contemporaneamente implementado pelo mestre organeiro Manuel de Sá Couto (1768-1737), formado na escola organeira emanada da oficina vimaranense do mestre galego Francisco Antonio de Solla Filgueira (1731-1794). Pese embora o “Lagoncinha” – alcunha pela qual Sá Couto também ficou conhecido – tenha realizado uma síntese pessoal entre tradição ibérica e portuguesa, manifesta na elevada qualidade técnica e artística das várias dezenas de órgãos que construiu ainda preservados, a sua relevância no contexto da organaria portuguesa oitocentista ainda não foi devidamente legitimada pela historiografia do órgão em Portugal. É precisamente este reconhecimento que o presente artigo vem reivindicar.</p> Marco Brescia Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 87 102 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp87-102 A lição de Platão sobre género: androginia como busca da totalidade em Hedwig and the Angry Inch (2001) https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/468 <p>Ao adaptar ao cinema o seu musical off-Broadway <em>Hedwig and the Angry Inch, </em>John Cameron Mitchell vitalizou o mito do Andrógino. Este filme, de título homónimo, é uma proeza cinematográfica pois evidencia o tópico principal na própria temática da obra numa abordagem popular contrária aos pergaminhos das principais fontes canónicas: o mito bíblico da Criação e o relato mitológico que Platão inscreveu em <em>O Banquete</em>. A protagonista transgénero, Hedwig, é uma cisão humana que busca uma totalidade simbólica através da música. O mito platónico da criação tem, pois, por correlato artístico a variante do <em>glam rock. </em>A arte musical é aqui equiparada à criação e Hedwig, como artista andrógina, é dotada dos dois princípios psíquicos (feminino e masculino), representando o cerne da dualidade artística. Este filme não é uma obra sobre a criação em geral, mas sim um filme sobre o mito do autor e a sua natureza intrínseca.</p> Fátima Chinita Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 103 120 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp103-120 Para uma nova cinefilia: o filme-museu como cartografia do real https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/456 <p>Neste texto, abordar-se-ão dimensões de produção do que denominámos filmes-museu, justificando a necessidade da sua existência para proveito e fruição de um novo tipo de espectador. Numa época de omnipresença telemática, a desconsideração da temporalidade e da espacialidade provocam uma reversão da interioridade, uma perda da experiência de aprofundamento dos filmes por parte dos seus fruidores. Os filmes-museu geram efeitos de monumentalidade, conseguem transformar um intervalo de tempo num acontecimento, convocam o espectador, capacitando-o como co-produtor de sentido, tornando-o activo. É assim que um cinema de cartografia do real possibilita a desmontagem e remontagem por parte do espectador, a caminho de uma nova cinefilia. Como ilustração deste fenómeno mais amplo, convocar-se-á o filme <em>No Quarto da Vanda</em>, de Pedro Costa.</p> Pedro Florêncio Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 121 143 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp121-143 Teatro cósmico: o estado em movimento do Teatro https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/461 <p>O termo “teatro” tem vindo a perder alguma preponderância, optando muitas artistas e também a academia, por nomes como “artes performativas” ou “artes cénicas” ou “artes vivas”. Esta busca de uma maior abrangência com a alteração de nomenclatura segue uma tendência com raízes antigas, mas que hoje se apresenta mais confiante. Ao teatro do início do sec. XX como lugar da confluência de diferentes disciplinas e artes, responde a possibilidade de hoje encontrarmos nas salas de espetáculo objetos que, não só abraçaram essa pluralidade, como se distanciaram de uma essência que os irmanava. Usando vocabulário e pensamento extraído do campo da arte contemporânea, este ensaio procura descrições mais capazes de abarcar a pluralidade de certos espetáculos de teatro e artes performativas, partindo do princípio de que se, por um lado, as categorias são formas obsoletas e conservadoras para deles falar, também são elas que permitem o seu reconhecimento social.</p> José Maria Vieira Mendes Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 144 157 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp144-157 O objeto está presente https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/454 <p>Exploro neste artigo a questão da utilização do vestuário, <em>per se</em>, no pressuposto da ausência do corpo. Um objeto — o vestuário — no rescaldo de uma personagem social ou de um espetáculo. Um objeto artístico, agora, parte de uma outra encenação que o apresenta e protagoniza, como se fosse uma espécie de personagem transversal que, a partir do Teatro e da Moda, opera na esfera da Arte Contemporânea.</p> <p>Para sustentar o deslocamento objetual do figurino, ao propor a designação de metafigurino, parto das palavras-chave enunciadas, esperando contribuir para amplificar o debate, na medida em que se aborda a possibilidade de uma perspetiva relacional entre o objeto e o campo de forças que, normalmente, envolve uma relação física e emocional entre seres humanos.</p> Maria Rocha Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 158 171 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp158-171 A performatividade do traje: um ensaio a partir do Afoxé filhos de Gandhy https://journals.ipl.pt/rhinocervs/article/view/462 <p>Este ensaio trata da performatividade do traje e surge a partir de uma reflexão iniciada na edição de 2020 do Critical Costume, encontro internacional sobre traje de cena. Questiono se a performatividade do traje não começa antes mesmo de ele ser criado, por meio de valores materiais e imateriais, com base em reflexões propostas por Ligiéro (2011) e Viana e Bassi (2014). O estudo de caso a ser analisado é o do bloco Afoxé Filhos de Gandhy, de Salvador, Bahia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Fausto Viana Direitos de Autor (c) 2022 RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-25 2022-07-25 1 1 172 190 10.34629/rcdmt.vol.1.n.1.pp172-190