Iniciação e transmissão do cinema às novas gerações
entrevista com Teresa Garcia (Associação Os Filhos de Lumière)
DOI:
https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.3.n.1.pp143-159Palavras-chave:
Cinema, Associação Os Filhos de Lumière, Teresa Garcia, Educação, PedagogiaResumo
À margem do encontro Hipótese Cinema – por uma rede para a descoberta do cinema (Cinemateca Portuguesa e ESTC–Escola Superior de Teatro e Cinema do Politécnico de Lisboa, fevereiro de 2026), subordinado à reflexão sobre a iniciação e a transmissão do cinema, designadamente junto das novas gerações, e no âmbito do qual Alain Bergala e Teresa Garcia foram homenageados, Clara Parente, alumna da ESTC, entrevistou Teresa Garcia, realizadora e cofundadora d’Os Filhos de Lumière, associação que implementa em Portugal o prestigiado programa internacional Le Cinéma, cent ans de jeunesse (CCAJ). Criado em 1995 por Alain Bergala e Nathalie Bourgeois, o programa CCAJ possibilita que jovens de vários países e contextos experimentem a arte cinematográfica, aliando o ver e o escutar ao fazer. Este projeto funciona como uma porta para o cinema a partir da escola, ligando de forma indelével alunos, professores e profissionais.
Referência nos campos do cinema, educação e pedagogia, Teresa Garcia aborda, entre outros aspetos, a sua primeira experiência afetiva ao ver um filme, a experimentação do teatro e a posterior opção pelo cinema até ao ingresso na Escola de Cinema. A realizadora retrata ainda a transição do trabalho enquanto anotadora e assistente de realização para a área da iniciação ao cinema junto de crianças e jovens, em articulação com a realização dos seus próprios filmes. Hoje, completados 25 anos da criação da Associação Os Filhos de Lumière, reflete-se sobre o presente e o futuro do cinema, destacando-se como a transmissão constitui um lugar de encontro e de coletivo. Aborda-se, de igual modo, a articulação deste trabalho com a escola e com os profissionais do cinema, bem como a importância da experiência de visionamento em sala, numa época em que o território português carece de salas de cinema.
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