Romeu e Julieta pelo Grupo Galpão

um corpo cómico para um cânone trágico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.2.n.2.pp47-73

Palavras-chave:

Grupo Galpão, William Shakespeare, Romeu e Julieta, Intermedialidade, Encenação galpaniana

Resumo

Duas famílias opostas em Verona: de um lado, uma jovem rapariga que nunca tinha pensado em casar, Julieta Capuleto; do outro, um jovem desesperado para amar, Romeu Montecchio. As atrizes e os atores penetram no espaço do Shakespeare’s Globe Theatre em 2012 num alegre cortejo, cada qual com um instrumento musical...[1] A tragédia tem início! A proposta deste ensaio é investigar os princípios e dispositivos da adaptação em Shakespeare e a antropofagia cultural enquanto operador intermedial no Romeu e Julieta pelo Grupo Galpão, analisando a transmutação desta tragédia em um espetáculo musical simultaneamente popular e erudito, com forte vertente cómica e circense, contribuindo assim para uma melhor compreensão da pesquisa de linguagem desta encenação galpaniana.

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Biografia do Autor

  • Francisco Bruno de Sousa, Faculdade de Belas Artes - Ulisboa

    Francisco Bruno de Sousa (Xico Bruno) é licenciado em Artes Cénicas e especialista em Educação em e para os Direitos Humanos na Diversidade Cultural, ambos pela Universidade de Brasília-UnB. É mestre em Estudos do Teatro pela Universidade de Lisboa e, atualmente, doutorando em Artes Performativas e da Imagem em Movimento.

    Produtor cultural, bailarino, ator, docente e investigador, tem vindo a desenvolver projetos no âmbito das “danças urbanas”, cultura Hip Hop e em Artes Performativas Participativas com jovens em situação de privação de liberdade no Brasil e em Portugal, tendo como referência a obra de Gil Vicente.

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Publicado

2026-01-29

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Artigos

Como Citar

Romeu e Julieta pelo Grupo Galpão: um corpo cómico para um cânone trágico. (2026). RHINOCERVS: Cinema, Dança, Música, Teatro, 2(2). https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.2.n.2.pp47-73