Romeu e Julieta pelo Grupo Galpão
um corpo cómico para um cânone trágico
DOI:
https://doi.org/10.34629/rcdmt.vol.2.n.2.pp47-73Palavras-chave:
Grupo Galpão, William Shakespeare, Romeu e Julieta, Intermedialidade, Encenação galpanianaResumo
Duas famílias opostas em Verona: de um lado, uma jovem rapariga que nunca tinha pensado em casar, Julieta Capuleto; do outro, um jovem desesperado para amar, Romeu Montecchio. As atrizes e os atores penetram no espaço do Shakespeare’s Globe Theatre em 2012 num alegre cortejo, cada qual com um instrumento musical...[1] A tragédia tem início! A proposta deste ensaio é investigar os princípios e dispositivos da adaptação em Shakespeare e a antropofagia cultural enquanto operador intermedial no Romeu e Julieta pelo Grupo Galpão, analisando a transmutação desta tragédia em um espetáculo musical simultaneamente popular e erudito, com forte vertente cómica e circense, contribuindo assim para uma melhor compreensão da pesquisa de linguagem desta encenação galpaniana.
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