Influência da escala de cores na avaliação qualitativa em cintigrafia de perfusão cerebral

Autores

  • Wilson Santos Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa. Lisboa, Portugal.
  • Elisabete Carolino Departamento das Ciências Naturais e Exatas, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa. Lisboa, Portugal.
  • Sérgio Figueiredo Departamento das Ciências e Tecnologias das Radiações e Biossinais da Saúde, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa. Lisboa, Portugal. Grupo de Investigação em Modelação e Otimização de Sistemas Multifuncionais, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa. Lisboa, Portugal.
  • Lina Vieira Departamento das Ciências e Tecnologias das Radiações e Biossinais da Saúde, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa. Lisboa, Portugal. Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.25758/set.2081

Palavras-chave:

Cintigrafia de perfusão cerebral, Escala de cores, Análise visual, Avaliação qualitativa

Resumo

Introdução – A cintigrafia de perfusão cerebral (CPC) é uma técnica imagiológica que permite a obtenção de imagens da biodistribuição de um radiofármaco, cuja captação reflete a perfusão cerebral regional. Neste sentido, a escala de cores utilizada possui um papel importante na interpretação clínica destas imagens. Objetivo – Estudar a influência das escalas de cores na avaliação qualitativa da cintigrafia de perfusão cerebral e estimar quais as escalas mais adequadas para a análise visual. Métodos – Trinta e um estudos de CPC foram visualmente analisados por 15 operadores divididos em duas classes: operadores sem experiência profissional (10) e operadores com experiência profissional (5). As imagens foram analisadas com recurso às escalas de cor Cool, Gray, Gray Invert, Thermal e Perfusion. Para a escala de cores Cool, a análise das imagens foi realizada através de um sistema de classificação semiquantitativo por scores. As restantes escalas foram avaliadas por comparação com a análise das imagens efetuada com a escala Cool. Para avaliar a variabilidade interoperador dos resultados obtidos para a escala Cool recorreu-se ao teste estatístico não paramétrico de Friedman, sendo que os resultados relativos às escalas Gray, Gray Invert, Thermal e Perfusion foram analisados com base na percentagem de símbolos (>; <; =) atribuídos pelos participantes na avaliação visual dos 31 estudos. Resultados – Identificadas diferenças estatisticamente significativas entre todos os participantes (p<0,05). A escala Perfusion apresentou a maior percentagem de símbolos igual, aproximando-se da perfusão cerebral observada com a escala Cool, podendo ser considerada como alternativa à análise visual de estudos de CPC. Gray, Gray Invert e Thermal apresentaram resultados mais divergentes. Conclusão – Se aplicável, a escala de cores utilizada tem influência na avaliação qualitativa de estudos de CPC. A escala Perfusion pode ser considerada para implementação na prática clínica, como alternativa à escala Cool para a análise de estudos de CPC. As restantes escalas em estudo não foram consideradas adequadas para análise visual destes estudos.

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Publicado

04-08-2022

Edição

Secção

Artigos

Como Citar

Influência da escala de cores na avaliação qualitativa em cintigrafia de perfusão cerebral. (2022). Saúde & Tecnologia, 18, 36-43. https://doi.org/10.25758/set.2081